Gases Especiais e Gases Medicinais
Gases Especiais, Gases Medicinais, Serviços Analíticos, Analisadores e Detectores de gases. 011.9.5772.9062 s.filgueiras@hotmail.com
segunda-feira, 2 de setembro de 2024
sexta-feira, 8 de novembro de 2019
LEL - Lower Explosive Limit
Bem,
LEL
A faixa de LEL - Limite inferior de explosividade já começa com dúvidas.
Pois nesta faixa não há explosão, e sim combustão.
O LEL é a faixa limitante de cada componente combustível onde ocorre, se estiver abaixo desta faixa no air (para não confundir com Ar, argônio) nada ocorre.
E se estiver acima do LEL e abaixo do UEL haverá combustão.
E somente acima do UEL, haverá explosão.
Lembrando que a combustão e a explosão irá ocorrer se, obviamente, houver liberação de energia como uma faísca, fagulha, reação química etc.
A tradução do LEL já foi errada.
Faça uma consulta.
Eng. Sálvio
Art. 273 do Código Penal - Decreto Lei 2848/4
Art. 273 do Código Penal - Decreto Lei 2848/40
CP - Decreto Lei nº 2.848 de 07 de Dezembro de 1940
Art. 273 - Falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais: (Redação dada pela Lei nº 9.677, de 2.7.1998)
Pena - reclusão, de 10 (dez) a 15 (quinze) anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 9.677, de 2.7.1998)
§ 1º - Nas mesmas penas incorre quem importa, vende, expõe à venda, tem em depósito para vender ou, de qualquer forma, distribui ou entrega a consumo o produto falsificado, corrompido, adulterado ou alterado. (Redação dada pela Lei nº 9.677, de 2.7.1998)
§ 1º-A - Incluem-se entre os produtos a que se refere este artigo os medicamentos, as matérias-primas, os insumos farmacêuticos, os cosméticos, os saneantes e os de uso em diagnóstico. (Incluído pela Lei nº 9.677, de 2.7.1998)
§ 1º-B - Está sujeito às penas deste artigo quem pratica as ações previstas no § 1º em relação a produtos em qualquer das seguintes condições: (Incluído pela Lei nº 9.677, de 2.7.1998)
I - sem registro, quando exigível, no órgão de vigilância sanitária competente; (Incluído pela Lei nº 9.677, de 2.7.1998)
II - em desacordo com a fórmula constante do registro previsto no inciso anterior; (Incluído pela Lei nº 9.677, de 2.7.1998)
III - sem as características de identidade e qualidade admitidas para a sua comercialização; (Incluído pela Lei nº 9.677, de 2.7.1998)
IV - com redução de seu valor terapêutico ou de sua atividade; (Incluído pela Lei nº 9.677, de 2.7.1998)
V - de procedência ignorada; (Incluído pela Lei nº 9.677, de 2.7.1998)
VI - adquiridos de estabelecimento sem licença da autoridade sanitária competente. (Incluído pela Lei nº 9.677, de 2.7.1998)
Modalidade culposa
§ 2º - Se o crime é culposo:
Pena - detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 9.677, de 2.7.1998)
quinta-feira, 24 de janeiro de 2019
Analisadores de Gases Medicinais
De acordo com a RDC 167 de 2017
Oxigênio deverá ser identificado por sensor paramagnético
CO por IR
CO2 por IR
H2O por higrômetro eletrolítico
GTI BRASIL
Salvio Filgueiras
sábado, 21 de julho de 2018
RDC 166 - Validação de Métodos Analíticos
A constante evolução das normas já instituídas e a frequente criação de novas resoluções demandam da indústria, cada vez mais, investimento em treinamentos de qualificação, em equipamentos, reestruturação de áreas, construção civil, software e consultorias.
É obvio afirmar que o custo com a regulação na indústria de medicamentos do Brasil reflete no preço final do produto farmacêutico ao consumidor. Mas, também, é fato inegável que a qualidade dos medicamentos está cada vez mais assegurada, garantindo inclusive à própria indústria que seus produtos sejam eficazes e sem risco à saúde pública.
Este ano de 2018 já começou desafiante para a indústria, principalmente para quem atua no setor de Controle de Qualidade.
A Resolução da Diretora Colegiada (RDC) da Anvisa de nº 166, vigente desde 24 de julho de 2017, entrou em vigor no último dia 19 de janeiro.
A nova RDC 166 estabelece critérios para a avaliação (validação) de métodos analíticos empregados em insumos farmacêuticos, medicamentos e produtos biológicos em todas as suas fases de produção. A publicação dessa resolução trouxe informações e orientações técnicas mais claras e novas diretrizes sobre a forma de conduzir validações analíticas e com isso padronizou a forma de avaliação e o registro dos resultados analíticos.
Apesar de a RDC 166 estar relacionada à validação de métodos analíticos, ela tem impactos diretos no processo produtivo. Ao pensar que a qualidade de um produto é dependente não somente do processo produtivo, mas também da metodologia utilizada para sua avaliação, fica fácil entender que métodos mais robustos e bem validados garantem resultados mais precisos na segurança do produto fabricado e comercializado.
Os desafios da Indústria frente à RDC 166
A nova resolução vem com mudanças importantes e mais alinhadas com os guias internacionais. Embora a legislação seja detalhada e clara, pesa frente às exigências a falta de preparo do corpo técnico das empresas.
Um maior desafio nessa fase inicial de implementação da RDC é a reestruturação dos procedimentos internos e a capacitação do corpo técnico. A nova resolução exige profissionais com maior senso crítico e com competência estatística para lidar com os dados gerados durante a validação. Teixeira complementa afirmando que “as novas diretrizes impactam diretamente o custo e o prazo no setor produtivo. Custo principalmente relacionado ao gasto de padrões, investimento em qualificação de profissionais estatísticos, entre outros”.
As principais observações que merecem a atenção da indústria em relação à RDC 166:
1. De acordo com a Anvisa, em relação aos parâmetros da validação – seletividade, linearidade, intervalo, exatidão, precisão, limites de detecção e quantificação, robustez – já estabelecidos na Resolução anterior, a nova RDC detalha como devem ser demonstrados, além de prever o efeito matriz para matrizes complexas;
2. Pela norma, a utilização de abordagem alternativa deve ser tecnicamente justificada baseada em referências científicas reconhecidas. Será admitida, por exemplo, a utilização de abordagens alternativas para a validação de métodos analíticos aplicados aos produtos biológicos, como ensaios biológicos e imunológicos;
3. Estão excluídos desta Resolução os métodos microbiológicos, para os quais deve ser apresentada justificativa técnica para a abordagem escolhida, baseada na Farmacopeia Brasileira ou em outros compêndios oficiais reconhecidos pela Anvisa;
4. Todos os dados relevantes obtidos durante a condução da validação analítica, bem como as fórmulas utilizadas para cálculo, devem ser protocolados, juntamente com a petição de interesse, para avaliação da Anvisa;
5. O não atendimento a qualquer critério disposto na Resolução deve ser tecnicamente justificado e será objeto de análise pela Anvisa;
6. De acordo com o artigo 69 da RDC 166, o descumprimento das disposições contidas nesta Resolução constitui infração sanitária, nos termos da Lei nº 6.437, de 20 de agosto de 1977, sem prejuízo das responsabilidades civil e penal cabíveis;
7. Para os interessados em se desenvolver na estatística aplicada a validação de métodos analíticos, existem vários portais na internet dedicados ao assunto. Com a nova legislação muitos cursos estão disponíveis para capacitação do profissional que trabalha nessa área.
8. Esta resolução e os guias a ela relacionados estão disponíveis no site da Anvisa http://portal.anvisa.gov.br/
domingo, 3 de junho de 2018
Flúor / Fluorine / F2
Do latim Fleure, fluxo. Seus compostos foram conhecidos dos alquimistas, mas somente foi isolado por Henri Moissan em 1886 na França pela eletrólise do ácido fluorídrico anidro.
É um gás amarelo pálido, muito tóxico, de odor irritante e perceptível em concentrações de 20 ppb.
É o mais reativo de todos os elementos e ataca rapidamente todos os metais e o vidro formando fluoreto de silício (SiF4)
Reage com o oxigênio e inclusive com gases nobres, como o Xenônio, formando fluoretos (XeF4).
CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS
Em CNTP, o flúor é um gás corrosivo de coloração amarelo-pálido, fortemente oxidante. É o elemento mais eletronegativo e o mais reativo dos ametais e forma compostos com praticamente todos os demais elementos, incluindo os gases nobres xenônio e radônio. Inclusive em ausência de luz e baixas temperaturas reage explosivamente com o hidrogênio. Jatos de flúor no estado gasoso atacam o vidro, metais, água e outras substâncias, que reagem formando uma chama brilhante. O flúor sempre se encontra combinado na natureza e tem afinidade por muitos elementos, especialmente o silício, não podendo ser guardado em recipientes de vidro.
Em solução aquosa de seus sais, o flúor apresenta-se normalmente na forma de íons fluoretos, F-. Outras formas são complexos de flúor como o [FeF4]-, ou o H2F+.
Os fluoretos são compostos nas quais os ions fluoretos estão ligados a algum resto químico de carga positiva.
O flúor é um elemento químico essencial para o ser humano.
Pode ser formado em uma mistura em até 20% de F2 em N2 em uma pressão final de 155 barg @ 21 °C.
Prof. Eng. Sálvio Filgueiras
O gás Xe ( xenônio , xenon )
O nome deriva do Grego Xenos que significa estrangeiro.
Foi descoberto em 1898 por Sir William Ramsay e M.W. Travers a partir da destilação fracionada do ar líquido.
A fração do ar líquido contendo o Xenônio foi identificada espectroscopicamente.
É um gás incolor e inodoro, mais denso que todos os outros elementos gasosos.
Encontra-se no ar na concentração de 0.08 ppm.
Apesar de ser um gás nobre, ele reage com o Flúor e Oxigênio formando fluoretos como o XeF4 e compostos oxigenados como o XeO3 e XeO4, que se dissolve em soluções de NaOH formando perxenato de sódio (Na4XeO6), que é um sal relativamente estável.
CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS
O xenônio é um elemento membro do grupo dos gases nobres ou inertes.
A palavra inerte já não é mais usada para descrever este grupo químico, dado que alguns elementos deste grupo formam compostos.
Num tubo cheio de gás, o xenônio emite um bonito brilho azul quando excitado com uma descarga elétrica.
O xenônio também pode formar solvatos com água, quando seus átomos ficam aprisionados na rede de moléculas de água.
APLICAÇÕES
O uso principal e mais famoso deste gás é na fabricação de dispositivos emissores de luz, tais como lâmpadas bactericidas, tubos eletrônicos, lâmpadas estroboscópicas e flashes fotográficos, assim como em lâmpadas para excitar laser de rubi que geram luz coerente.
Outros usos são:
• Como anestésico em anestesia geral.
• Em instalações nucleares, em câmaras de bolha, sondas, e em outras áreas onde o seu alto peso molecular é desejável.
• Os perxenatos são usados como agentes oxidantes em química analítica.
• O isótopo Xe-133 se usa como radioisótopo na Cintigrafia de Ventilação do Pulmão na medicina nuclear.
• Na propulsão de foguetes espaciais, a propulsão iônica, que usa aceleradores de partículas para acelerar íons de xenônio. Em inglês, este sistema se chama XIP (Xenon Ion Propulsion).
ABUNDÂNCIA E OBTENÇÃO
Encontram-se traços de xenônio na atmosfera terrestre, aparecendo em uma parte por vinte milhões.
O elemento é obtido comercialmente por extração dos resíduos do ar líquido.
Este gás nobre é encontrado naturalmente nos gases emitidos por alguns mananciais naturais.
Os isótopos Xe-133 e Xe-135 são sintetizados mediante irradiação de neutrons em reatores nucleares refrigerados a ar.
PRECAUÇÕES
O gás pode ser armazenado com segurança em recipientes convencionais de vidro selados a temperatura e pressão ambiente. Ou pressurizados em cilindros de aço carbono com pressões até 200 barg.
O xenônio não é tóxico, considerado como asfixiante simples, porém vários de seus compostos são altamente tóxicos devido as suas fortes propriedades de oxidação.
Prof. Eng. Sálvio Filgueiras
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