Hexafluoreto de Enxofre é um composto químico inorgânico dos elementos químicos enxofre e flúor com a fórmula química SF6.
Hexafluoreto de Enxofre é um gás sintético, utilizado principalmente pela indústria elétrica, como meio isolante e extintor de arco elétrico, tanto em disjuntores, como em uma subestação blindada.
É formado por um átomo de enxofre, rodeado por 6 átomos de flúor. Possui grande eletronegatividade, portanto extingue arcos elétricos. É quimicamente inerte, porém é 23.000 vezes mais nocivo para o efeito estufa que o dióxido de carbono. Entretanto, representa menos de 1% de colaboração no aquecimento global.
Uma curiosidade sobre esse gás é que, ao ser inalado, ele torna a voz mais grossa, efeito contrário ao do gás hélio. Isso ocorre porque é um gás 5 vezes mais denso que o ar, o que reduz a velocidade e a frequência das ondas sonoras. Além disso é usado na experiencia da água invisivel, na qual se enche um aquário com Hexafluoreto de Enxofre e se coloca um barco feito de aluminio como ele está cheio de ar ele flutua como se estivesse sobre a água. Não é um gás tóxico, entretanto por ser mais denso que o ar, em ambientes fechados e de pouco espaço, expulsa o oxigênio, causando asfixia.
Gases Especiais, Gases Medicinais, Serviços Analíticos, Analisadores e Detectores de gases. 011.9.5772.9062 s.filgueiras@hotmail.com
terça-feira, 14 de junho de 2011
Hexafluoreto de Enxofre - SF6
Hexafluoreto de Enxofre é um composto químico inorgânico dos elementos químicos enxofre e flúor com a fórmula química SF6.
Hexafluoreto de Enxofre é um gás sintético, utilizado principalmente pela indústria elétrica, como meio isolante e extintor de arco elétrico, tanto em disjuntores, como em uma subestação blindada.
É formado por um átomo de enxofre, rodeado por 6 átomos de flúor. Possui grande eletronegatividade, portanto extingue arcos elétricos. É quimicamente inerte, porém é 23.000 vezes mais nocivo para o efeito estufa que o dióxido de carbono.
Entretanto representa menos de 1% de colaboração no aquecimento global.
Uma curiosidade sobre esse gás é que, ao ser inalado, ele torna a voz mais grossa, efeito contrário ao do gás hélio. Isso ocorre porque é um gás 5 vezes mais denso que o ar, o que reduz a velocidade e a frequência das ondas sonoras. Além disso é usado na experiencia da água invisivel, na qual se enche um aquário com Hexafluoreto de Enxofre e se coloca um barco feito de aluminio como ele está cheio de ar ele flutua como se estivesse sobre a água. Não é um gás tóxico, entretanto por ser mais denso que o ar, em ambientes fechados e de pouco espaço, expulsa o oxigênio, causando asfixia.
Hexafluoreto de Enxofre é um gás sintético, utilizado principalmente pela indústria elétrica, como meio isolante e extintor de arco elétrico, tanto em disjuntores, como em uma subestação blindada.
É formado por um átomo de enxofre, rodeado por 6 átomos de flúor. Possui grande eletronegatividade, portanto extingue arcos elétricos. É quimicamente inerte, porém é 23.000 vezes mais nocivo para o efeito estufa que o dióxido de carbono.
Entretanto representa menos de 1% de colaboração no aquecimento global.
Uma curiosidade sobre esse gás é que, ao ser inalado, ele torna a voz mais grossa, efeito contrário ao do gás hélio. Isso ocorre porque é um gás 5 vezes mais denso que o ar, o que reduz a velocidade e a frequência das ondas sonoras. Além disso é usado na experiencia da água invisivel, na qual se enche um aquário com Hexafluoreto de Enxofre e se coloca um barco feito de aluminio como ele está cheio de ar ele flutua como se estivesse sobre a água. Não é um gás tóxico, entretanto por ser mais denso que o ar, em ambientes fechados e de pouco espaço, expulsa o oxigênio, causando asfixia.
Processo Bayer
O processo Bayer é o principal processo industrial de produção de alumina Al2O3 e foi desenvolvido por Karl Josef Bayer em 1888, que por sua vez é importante no processo Hall-Héroult de produção de alumínio.
O processo
A bauxita, o mais importante minério de alumínio, contém apenas cerca de 40-60% de alumina, Al2O3, sendo o resto uma mistura de sílica, vários óxidos de ferro, e dióxido de titânio. A alumina deve ser purificada antes de poder ser refinada à alumínio metálico. No processo Bayer, a bauxita é lavada com uma solução quente de hidróxido de sódio, NaOH, a 175°C. Isto converte a bauxita em hidróxido de alumínio, Al(OH)3, que se dissolve na solução de acordo com a equação química:
Al2O3+ 2 OH- + 3 H2O → 2 [Al(OH)4]-
Os outros componentes da bauxita não se dissolvem e podem ser filtrados como impurezas sólidas. Depois, a solução de hidróxido é resfriada, e o hidróxido de alumínio dissolvido precipita-se em um sólido branco. Quando então aquecido à 1050°C, o hidróxido de alumínio se decompõe em alumina, liberando vapor de água no processo:
2 Al(OH)3 → Al2O3+ 3 H2O
O processo
A bauxita, o mais importante minério de alumínio, contém apenas cerca de 40-60% de alumina, Al2O3, sendo o resto uma mistura de sílica, vários óxidos de ferro, e dióxido de titânio. A alumina deve ser purificada antes de poder ser refinada à alumínio metálico. No processo Bayer, a bauxita é lavada com uma solução quente de hidróxido de sódio, NaOH, a 175°C. Isto converte a bauxita em hidróxido de alumínio, Al(OH)3, que se dissolve na solução de acordo com a equação química:
Al2O3+ 2 OH- + 3 H2O → 2 [Al(OH)4]-
Os outros componentes da bauxita não se dissolvem e podem ser filtrados como impurezas sólidas. Depois, a solução de hidróxido é resfriada, e o hidróxido de alumínio dissolvido precipita-se em um sólido branco. Quando então aquecido à 1050°C, o hidróxido de alumínio se decompõe em alumina, liberando vapor de água no processo:
2 Al(OH)3 → Al2O3+ 3 H2O
Lama tóxica
No dia 4 de outubro de 2010 ocorreu um trágico acidente na Hungria, com o vazamento de uma grande quantidade de resíduos do processamento da bauxita, causando a morte de 10 pessoas.
A lama de cor avermelhada é uma mistura de compostos resultantes do Processo Bayer empregado na purificação da bauxita para obtenção de alumina (óxido de alumínio Al2O3). Esta lama portanto contém as impurezas da bauxita, com presença de titânio, vanádio e óxido de ferro, que confere a cor avermelhada. Algumas fontes alegaram que o material continha também quantidades perigosas de metais pesados, mas tal informação foi negada pela Academia de Ciências da Hungria.
O perigo desta lama estava na sua elevada alcalinidade, apresentando um pH em torno de 13. Isto devido à presença de hidróxido de sódio no resíduo do processo. E por ter chegado a um afluente do Rio Danúbio, resultando em danos significativos para a ecologia da região.
Assista no vídeo no endereço abaixo e os comentário do Professor Martyn Poliakoff sobre este trágico evento.
http://www.emsintese.com.br/2010/lama-toxica/#more-1301
A lama de cor avermelhada é uma mistura de compostos resultantes do Processo Bayer empregado na purificação da bauxita para obtenção de alumina (óxido de alumínio Al2O3). Esta lama portanto contém as impurezas da bauxita, com presença de titânio, vanádio e óxido de ferro, que confere a cor avermelhada. Algumas fontes alegaram que o material continha também quantidades perigosas de metais pesados, mas tal informação foi negada pela Academia de Ciências da Hungria.
O perigo desta lama estava na sua elevada alcalinidade, apresentando um pH em torno de 13. Isto devido à presença de hidróxido de sódio no resíduo do processo. E por ter chegado a um afluente do Rio Danúbio, resultando em danos significativos para a ecologia da região.
Assista no vídeo no endereço abaixo e os comentário do Professor Martyn Poliakoff sobre este trágico evento.
http://www.emsintese.com.br/2010/lama-toxica/#more-1301
Hexafluoreto de enxofre – uma molécula para odiar
Hexafluoreto de enxofre – uma molécula para odiar
March 30th, 2011 · Sem comentários
No podcast produzido pela Royal Society of Chemistry, o Professor Dr. Andrea Sella comenta que existe uma molécula que ele realmente odeia, e esta é o hexafluoreto de enxofre (SF6).
O hexafluoreto de enxofre já fez famosas aparições em diversos vídeos pela internet, em um deles a elevada densidade do gás faz com que este acumule no fundo do recipiente em que é gentilmente colocado, causando um efeito semelhante a um ´líquido invisível´;
em outro vídeo Adam Savage, apresentador do programa Mythbusters, mostra a influência do gás na voz. Na primeira parte do vídeo Adam inala hélio, ficando com voz de Pato Donald, e logo em seguida inala hexafluoreto de enxofre, tornando a voz forte e pesada.
Tal mudança na voz ocorre pela diferença de vibração das cordas vocais quando em presença destes dois tipos de gases.
Mas porque Andrea Sella poderia odiar um gás? Ele argumenta corretamente que o SF6 é um gás extremamente inerte, permanecendo estável mesmo em condições severas. E justamente por isso tem aplicação em situações nas quais algo inerte é desejado, como por exemplo na indústria de produção de magnésio, na qual serve como uma capa de proteção de contato do magnésio com o oxigênio do ar. E o ódio de Sella torna-se claro quando lembra que o SF6 é um gás-estufa extremamente potente, com um efeito 32.000 vezes maior do que o gás-estufa CO2, se considerado um intervalo de 500 anos de atuação; que certamente será ainda maior, já que o SF6, por ser inerte, tem uma expectativa de duração na atmosfera de mais de 3200 anos.
A indústria, já sabendo destes problemas, busca constantemente modos de substituir o uso do material por outras substâncias menos agressivas ao meio ambiente.
Talvez não só a voz ganhe um timbre de vilão com o gás, mas ele próprio mostra o seu lado traiçoeiro.
Podcast
http://www.rsc.org/chemistryworld/podcast/CIIEcompounds/transcripts/SF6.asp
Para baixar o podcast, em inglês, acesse
http://www.rsc.org/images/CIIE_SF6_tcm18-197761.mp3
March 30th, 2011 · Sem comentários
No podcast produzido pela Royal Society of Chemistry, o Professor Dr. Andrea Sella comenta que existe uma molécula que ele realmente odeia, e esta é o hexafluoreto de enxofre (SF6).
O hexafluoreto de enxofre já fez famosas aparições em diversos vídeos pela internet, em um deles a elevada densidade do gás faz com que este acumule no fundo do recipiente em que é gentilmente colocado, causando um efeito semelhante a um ´líquido invisível´;
em outro vídeo Adam Savage, apresentador do programa Mythbusters, mostra a influência do gás na voz. Na primeira parte do vídeo Adam inala hélio, ficando com voz de Pato Donald, e logo em seguida inala hexafluoreto de enxofre, tornando a voz forte e pesada.
Tal mudança na voz ocorre pela diferença de vibração das cordas vocais quando em presença destes dois tipos de gases.
Mas porque Andrea Sella poderia odiar um gás? Ele argumenta corretamente que o SF6 é um gás extremamente inerte, permanecendo estável mesmo em condições severas. E justamente por isso tem aplicação em situações nas quais algo inerte é desejado, como por exemplo na indústria de produção de magnésio, na qual serve como uma capa de proteção de contato do magnésio com o oxigênio do ar. E o ódio de Sella torna-se claro quando lembra que o SF6 é um gás-estufa extremamente potente, com um efeito 32.000 vezes maior do que o gás-estufa CO2, se considerado um intervalo de 500 anos de atuação; que certamente será ainda maior, já que o SF6, por ser inerte, tem uma expectativa de duração na atmosfera de mais de 3200 anos.
A indústria, já sabendo destes problemas, busca constantemente modos de substituir o uso do material por outras substâncias menos agressivas ao meio ambiente.
Talvez não só a voz ganhe um timbre de vilão com o gás, mas ele próprio mostra o seu lado traiçoeiro.
Podcast
http://www.rsc.org/chemistryworld/podcast/CIIEcompounds/transcripts/SF6.asp
Para baixar o podcast, em inglês, acesse
http://www.rsc.org/images/CIIE_SF6_tcm18-197761.mp3
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Valor x Sucesso
Procure ser uma pessoa de valor, em vez de procurar ser uma pessoa de sucesso.
Eng Salvio Filgueiras
Eng Salvio Filgueiras
domingo, 29 de maio de 2011
Hidrogênio - H2
Hydrogen as a gas is valued for its reactive and protective properties. Many industries such as electronics, foods, glass, chemicals, refining and more can benefit from its unique properties to improve quality, optimize performance and reduce costs.
domingo, 22 de maio de 2011
Histórico - Hexafluoreto de Enxofre - SF6
Histórico;
Em 1900 Moissan e Lebeau sintetizaram o SF6 pela primeira vez. Suas excepcionais qualidades químicas e dielétricas levaram a General Electric no ano de 1937 a incentivar sua utilização em equipamentos de distribuição elétrica.
Uma aplicação mais difundida da utilização de SF6 em aparelhos de distribuição elétrica iniciou-se por volta de 1960 nos Estados Unidos da América e na Europa.
O SF6 passou a ser largamente utilizado em interruptores e seccionadores de potência nos maiores e mais altos níveis de voltagem.
Até hoje não há algo adequado para substituir o SF6 para a extinção de arcos voltaicos em equipamentos elétricos de média e alta voltagem.
Engenheiro Especialista
Salvio Filgueiras
Em 1900 Moissan e Lebeau sintetizaram o SF6 pela primeira vez. Suas excepcionais qualidades químicas e dielétricas levaram a General Electric no ano de 1937 a incentivar sua utilização em equipamentos de distribuição elétrica.
Uma aplicação mais difundida da utilização de SF6 em aparelhos de distribuição elétrica iniciou-se por volta de 1960 nos Estados Unidos da América e na Europa.
O SF6 passou a ser largamente utilizado em interruptores e seccionadores de potência nos maiores e mais altos níveis de voltagem.
Até hoje não há algo adequado para substituir o SF6 para a extinção de arcos voltaicos em equipamentos elétricos de média e alta voltagem.
Engenheiro Especialista
Salvio Filgueiras
Hexafluoreto de Enxofre - Histórico
Histórico
Em 1900 Moissan e Lebeau sintetizaram o SF6 pela primeira vez. Suas excepcionais qualidades químicas e dielétricas levaram a General Electric no ano de 1937 a incentivar sua utilização em equipamentos de distribuição elétrica. Uma aplicação mais difundida da utilização de SF6 em aparelhos de distribuição elétrica iniciou-se por volta de 1960 nos Estados Unidos da América e na Europa. O SF6 passou a ser largamente utilizado em interruptores e seccionadores de potência nos maiores e mais altos níveis de voltagem. Até hoje não há algo adequado para substituir o SF6 para a extinção de arcos voltaicos em equipamentos elétricos de média e alta voltagem.
Em 1900 Moissan e Lebeau sintetizaram o SF6 pela primeira vez. Suas excepcionais qualidades químicas e dielétricas levaram a General Electric no ano de 1937 a incentivar sua utilização em equipamentos de distribuição elétrica. Uma aplicação mais difundida da utilização de SF6 em aparelhos de distribuição elétrica iniciou-se por volta de 1960 nos Estados Unidos da América e na Europa. O SF6 passou a ser largamente utilizado em interruptores e seccionadores de potência nos maiores e mais altos níveis de voltagem. Até hoje não há algo adequado para substituir o SF6 para a extinção de arcos voltaicos em equipamentos elétricos de média e alta voltagem.
Propriedades Físicas - Hexafluoreto de Enxofre - SF6
Propriedades Físicas
Fórmula química : SF6
Peso molecular : 146,05 g/mol
Peso específico : 5,11
Constante Dielétrica : 1,0021 a 20°C e 1 bar; (apenas 6% maior a 20 bar)Rigidez Dielétrica a 3 bar : equivalente à do óleo mineral
Temperatura de sublimação : -63,9ºC
Temperatura crítica : 45,5 ºC
Pressão de vapor (20ºC) : 22,77 atm
Pressão crítica : 37,1 atm
Densidade em estado de gás (20 ºC, 1 atm) : 6,16 g/l
Densidade em estado líquido (ponto de saturação à -50 ºC) : 1,91 kg/l
Densidade em estado líquido (21 ºC) : 1,371 g/ml
Grau de estabilidade térmica : até 800 ºC
Solubilidade em água (10 ºC, 1 atm) : 0,0076 m/ml H2O
Calor latente de vaporização : 38,6 cal/g 5
Fórmula química : SF6
Peso molecular : 146,05 g/mol
Peso específico : 5,11
Constante Dielétrica : 1,0021 a 20°C e 1 bar; (apenas 6% maior a 20 bar)Rigidez Dielétrica a 3 bar : equivalente à do óleo mineral
Temperatura de sublimação : -63,9ºC
Temperatura crítica : 45,5 ºC
Pressão de vapor (20ºC) : 22,77 atm
Pressão crítica : 37,1 atm
Densidade em estado de gás (20 ºC, 1 atm) : 6,16 g/l
Densidade em estado líquido (ponto de saturação à -50 ºC) : 1,91 kg/l
Densidade em estado líquido (21 ºC) : 1,371 g/ml
Grau de estabilidade térmica : até 800 ºC
Solubilidade em água (10 ºC, 1 atm) : 0,0076 m/ml H2O
Calor latente de vaporização : 38,6 cal/g 5
terça-feira, 17 de maio de 2011
O que é o SF6 - Hexafluoreto de enxofre ?
O hexafluoreto de enxofre (SF6) é um gás que é usado em equipamento de energia eléctrica.
É incolor, inodoro, não inflamável e quimicamente estável.
Isto significa que à temperatura de ambiente não reage com qualquer outra substância. A estabilidade vem do arranjo simétrico dos seis átomos de fluor em torno do átomo central de enxofre. É esta estabilidade que faz este gás útil em equipamentos eléctricos. O SF6 é um isolador eléctrico muito bom e pode efetivamente extinguir arcos elétricos nos aparelhos de alta e media tensão enchidos com SF6. O SF6 pode ser achado no mundo inteiro em milhões de aparelhos elétricos; o equipamento elétrico que contém SF6 é um artigo de grande exportação.
O SF6 é formado por uma reacção química entre enxofre fundido e fluoreto. O fluoreto é obtido pela electrólise de ácido de fluorídrico (HF).
O SF6 puro não é venenoso. O gás não é perigoso ao inalar, uma vez que o conteúdo de oxigénio é bastante alto. Em princípio pode-se inalar sem perigo uma mistura de 80% de oxigénio e 20% de SF6. O SF6 é aproximadamente 6 vezes mais pesado do que o ar. Isso significa que pode concentrar-se em canalizações de cabos ou no fundo de depósitos. O gás não é perigoso ao inalar mas se há uma acumulação importante do gás, há um risco de sufocação devido à falta de oxigênio.
Salvio Filgueiras
Especialista em Gases e suas aplicações.
É incolor, inodoro, não inflamável e quimicamente estável.
Isto significa que à temperatura de ambiente não reage com qualquer outra substância. A estabilidade vem do arranjo simétrico dos seis átomos de fluor em torno do átomo central de enxofre. É esta estabilidade que faz este gás útil em equipamentos eléctricos. O SF6 é um isolador eléctrico muito bom e pode efetivamente extinguir arcos elétricos nos aparelhos de alta e media tensão enchidos com SF6. O SF6 pode ser achado no mundo inteiro em milhões de aparelhos elétricos; o equipamento elétrico que contém SF6 é um artigo de grande exportação.
O SF6 é formado por uma reacção química entre enxofre fundido e fluoreto. O fluoreto é obtido pela electrólise de ácido de fluorídrico (HF).
O SF6 puro não é venenoso. O gás não é perigoso ao inalar, uma vez que o conteúdo de oxigénio é bastante alto. Em princípio pode-se inalar sem perigo uma mistura de 80% de oxigénio e 20% de SF6. O SF6 é aproximadamente 6 vezes mais pesado do que o ar. Isso significa que pode concentrar-se em canalizações de cabos ou no fundo de depósitos. O gás não é perigoso ao inalar mas se há uma acumulação importante do gás, há um risco de sufocação devido à falta de oxigênio.
Salvio Filgueiras
Especialista em Gases e suas aplicações.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Gás hélio
O gás hélio (do grego helios, sol)) é um elemento químico de símbolo He e que possui massa atômica igual a 4 u, apresentando número atômico 2.
A temperatura ambiente o hélio encontra-se no estado gasoso.
O hélio não figura na tabela periódica dos elementos químicos junto com o hidrogênio e está colocado no grupo 8A, já que apresenta nível de energia completo, apresentando as propriedades de um gás nobre, ou seja, é inerte (não reage) como os demais elementos.
É um gás monoatômico, incolor e inodoro. O hélio tem o menor ponto de evaporação de todos os elementos químicos, e só pode ser solidificado sob pressões muito grandes.
É o segundo elemento químico em abundância no universo, atrás do hidrogênio, mas na atmosfera terrestre encontram-se apenas traços. Em alguns depósitos naturais de gás é encontrado em quantidade suficiente para a sua exploração.
O hélio é mais leve que o ar, isto é, a densidade do hélio é menor que a densidade do ar, diferenciando-se do hidrogênio por não ser inflamável, entretanto, apresenta poder ascensional 8% menor. Por este motivo, e por ser um gás inerte, é utilizado em dirigíveis e balões com fins recreativos, publicitários, reconhecimento de terrenos, filmagens aéreas e para investigações das condições atmosféricas.
As maiores reservas de Hélio encontram-se nos Estados Unidos. Estas reservas são estratégicas e controladas pelo governo norte-americano.
O hélio líquido é armazenado a 4 K (-269°C) de temperatura e no estado líquido devido ao grande incremento de pressão que se produz ao aquecer o gás a temperatura ambiente.
Quando aspirado, o hélio distorce a voz (343 m/s). Deve-se tomar cuidado ao fazer isso, o gás hélio pode provocar sufocamento por supressão de oxigênio.
O hélio foi descoberto pelo francês Pierre Janssen e pelo inglês Norman Lockyer, Em 1895 Sir William Ramsay isolou o hélio descobrindo que não era metálico, entretanto o nome original foi conservado.
A temperatura ambiente o hélio encontra-se no estado gasoso.
O hélio não figura na tabela periódica dos elementos químicos junto com o hidrogênio e está colocado no grupo 8A, já que apresenta nível de energia completo, apresentando as propriedades de um gás nobre, ou seja, é inerte (não reage) como os demais elementos.
É um gás monoatômico, incolor e inodoro. O hélio tem o menor ponto de evaporação de todos os elementos químicos, e só pode ser solidificado sob pressões muito grandes.
É o segundo elemento químico em abundância no universo, atrás do hidrogênio, mas na atmosfera terrestre encontram-se apenas traços. Em alguns depósitos naturais de gás é encontrado em quantidade suficiente para a sua exploração.
O hélio é mais leve que o ar, isto é, a densidade do hélio é menor que a densidade do ar, diferenciando-se do hidrogênio por não ser inflamável, entretanto, apresenta poder ascensional 8% menor. Por este motivo, e por ser um gás inerte, é utilizado em dirigíveis e balões com fins recreativos, publicitários, reconhecimento de terrenos, filmagens aéreas e para investigações das condições atmosféricas.
As maiores reservas de Hélio encontram-se nos Estados Unidos. Estas reservas são estratégicas e controladas pelo governo norte-americano.
O hélio líquido é armazenado a 4 K (-269°C) de temperatura e no estado líquido devido ao grande incremento de pressão que se produz ao aquecer o gás a temperatura ambiente.
Quando aspirado, o hélio distorce a voz (343 m/s). Deve-se tomar cuidado ao fazer isso, o gás hélio pode provocar sufocamento por supressão de oxigênio.
O hélio foi descoberto pelo francês Pierre Janssen e pelo inglês Norman Lockyer, Em 1895 Sir William Ramsay isolou o hélio descobrindo que não era metálico, entretanto o nome original foi conservado.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
IEC 60376 (2005)
IEC 60376 (2005)
Especificação de grau técnico do SF6 (Gás Hexafluoreto de Enxofre) para uso em equipamento elétrico.
Esta norma determina regras para :
- Propriedades do SF6
- Qualidade do gás e valores limite
- Testes e métodos aplicáveis ao SF6 fornecido para uso em equipamentos elétricos
- Aspectos ambientais
- Procedimentos gerais quanto a transporte e armazenagem
“Assim que o gás é retirado do cilindro fornecido pelo fabricante, já é considerado usado”
Os limites adotados como controle são:
- H2O (Umidade) < 15 ppm peso (0,012 % do volume a -40°C)
- Ar (80% N2 20% O2) < 500 ppm peso ( 0,25 % do volume )
- Acidez em termos de HF (Fluoreto de Hidrogênio) < 0.3 ppm peso
- Fluoridos hidrolizaveis em termos de HF < 1 ppm peso
- Óleo mineral < 10 ppm peso
- SOF2(Fluoreto de Tionila)*/SO2F2(Difluoreto de sulfurila)*/SF4(Tetrafluoreto de enxofre)*
* = (1,0 ppm peso total de fluoretos) 8
Especificação de grau técnico do SF6 (Gás Hexafluoreto de Enxofre) para uso em equipamento elétrico.
Esta norma determina regras para :
- Propriedades do SF6
- Qualidade do gás e valores limite
- Testes e métodos aplicáveis ao SF6 fornecido para uso em equipamentos elétricos
- Aspectos ambientais
- Procedimentos gerais quanto a transporte e armazenagem
“Assim que o gás é retirado do cilindro fornecido pelo fabricante, já é considerado usado”
Os limites adotados como controle são:
- H2O (Umidade) < 15 ppm peso (0,012 % do volume a -40°C)
- Ar (80% N2 20% O2) < 500 ppm peso ( 0,25 % do volume )
- Acidez em termos de HF (Fluoreto de Hidrogênio) < 0.3 ppm peso
- Fluoridos hidrolizaveis em termos de HF < 1 ppm peso
- Óleo mineral < 10 ppm peso
- SOF2(Fluoreto de Tionila)*/SO2F2(Difluoreto de sulfurila)*/SF4(Tetrafluoreto de enxofre)*
* = (1,0 ppm peso total de fluoretos) 8
IEC 62271-303 ( 2007 )
IEC 62271-303 ( 2007 )
Equipamentos de Alta Tensão – Uso e Manuseio de SF6
Substitui a norma IEC 61634 e o Guia CIGRÉ 276
Entre outros assuntos esta norma versa sobre:
- Manuseio do SF6 durante a instalação, comissionamento e recomissionamento
- Manuseio do SF6 durante os serviços cotidianos
- Bombeamento e reciclagem do SF6 durante a manutenção
- Desmantelamento de equipamento isolado a SF6 no fim da vida
- Reciclagem do SF6 contido em equipamentos blindados em fim de vida
- Descrição do equipamento de manuseio de SF6
- Aparelhos portáteis de análise do gás
Segundo esta norma as especificações mínimas necessárias que um carro de serviço deve atender, quanto a critérios de funcionalidade e performance, são :
- Evacuação do ar contido em um compartimento de gás
- Enchimento de gás no compartimento
- Recuperação do gás contido no compartimento
- Armazenamento e filtragem do gás
- Enchimento do compartimento com ar, para manutenção do equipamento
O tipo e o tamanho do carro de serviço de SF6 devem ser escolhidos de acordo com a quantidade de gás a ser manuseada.
Equipamentos de Alta Tensão – Uso e Manuseio de SF6
Substitui a norma IEC 61634 e o Guia CIGRÉ 276
Entre outros assuntos esta norma versa sobre:
- Manuseio do SF6 durante a instalação, comissionamento e recomissionamento
- Manuseio do SF6 durante os serviços cotidianos
- Bombeamento e reciclagem do SF6 durante a manutenção
- Desmantelamento de equipamento isolado a SF6 no fim da vida
- Reciclagem do SF6 contido em equipamentos blindados em fim de vida
- Descrição do equipamento de manuseio de SF6
- Aparelhos portáteis de análise do gás
Segundo esta norma as especificações mínimas necessárias que um carro de serviço deve atender, quanto a critérios de funcionalidade e performance, são :
- Evacuação do ar contido em um compartimento de gás
- Enchimento de gás no compartimento
- Recuperação do gás contido no compartimento
- Armazenamento e filtragem do gás
- Enchimento do compartimento com ar, para manutenção do equipamento
O tipo e o tamanho do carro de serviço de SF6 devem ser escolhidos de acordo com a quantidade de gás a ser manuseada.
CIGRÉ
CIGRÉ do francês;
Conseil International des Grands Réseaux Electriques.
Em Português;
Conselho Internacional das Grandes Redes Elétricas.
O CIGRÉ é o comitê internacional dos fornecedores de energia elétrica, e lida com os aspectos técnicos, bem como dos aspectos ambientais da produção de energia.
Este Conselho produziu um Guia Prático (Número 276) que traz recomendações técnicas detalhadas quanto ao manuseio do SF6.
No Brasil há uma comissão ligada a ABNT para normatizar temas de SF6.
Salvio Filgueiras
Eng Quím Especialista
Eng Segurança
Conseil International des Grands Réseaux Electriques.
Em Português;
Conselho Internacional das Grandes Redes Elétricas.
O CIGRÉ é o comitê internacional dos fornecedores de energia elétrica, e lida com os aspectos técnicos, bem como dos aspectos ambientais da produção de energia.
Este Conselho produziu um Guia Prático (Número 276) que traz recomendações técnicas detalhadas quanto ao manuseio do SF6.
No Brasil há uma comissão ligada a ABNT para normatizar temas de SF6.
Salvio Filgueiras
Eng Quím Especialista
Eng Segurança
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Gás Hélio
O gás hélio (do grego helios, sol) é um elemento químico de símbolo He e que possui massa atômica igual a 4 u, apresentando número atômico 2.
A temperatura ambiente o hélio encontra-se no estado gasoso. O hélio não figura na tabela periódica dos elementos químicos junto com o hidrogênio e está colocado no grupo 8A, já que apresenta nível de energia completo, apresentando as propriedades de um gás nobre, ou seja, é inerte (não reage) como os demais elementos.
É um gás monoatômico, incolor e inodoro.
O hélio tem o menor ponto de evaporação de todos os elementos químicos, e só pode ser solidificado sob pressões muito grandes.
É o segundo elemento químico em abundância no universo, atrás do hidrogênio, mas na atmosfera terrestre encontram-se apenas traços. Em alguns depósitos naturais de gás é encontrado em quantidade suficiente para a sua exploração.
O hélio é mais leve que o ar, isto é, a densidade do hélio é menor que a densidade do ar, diferenciando-se do hidrogênio por não ser inflamável, entretanto, apresenta poder ascensional 8% menor. Por este motivo, e por ser um gás inerte, é utilizado em dirigíveis e balões com fins recreativos, publicitários, mergulho, reconhecimento de terrenos, filmagens aéreas e para investigações das condições atmosféricas, e recentemente, não mais que 25 anos, para equipamentos de ressonância magnética.
As maiores reservas de Hélio encontram-se nos Estados Unidos.
Estas reservas são estratégicas e controladas pelo governo norte-americano.
O hélio líquido é armazenado a 4 K (-269 °C) de temperatura e no estado líquido devido ao grande incremento de pressão que se produz ao aquecer o gás a temperatura ambiente.
Quando aspirado, o hélio distorce a voz (343 m/s). Deve-se tomar cuidado ao fazer isso, o gás hélio pode provocar sufocamento por supressão de oxigênio.
O hélio foi descoberto pelo francês Pierre Janssen e pelo inglês Norman Lockyer e em 1895 Sir William Ramsay isolou o hélio descobrindo que não era metálico, entretanto o nome original foi conservado.
Bom estudo.
A temperatura ambiente o hélio encontra-se no estado gasoso. O hélio não figura na tabela periódica dos elementos químicos junto com o hidrogênio e está colocado no grupo 8A, já que apresenta nível de energia completo, apresentando as propriedades de um gás nobre, ou seja, é inerte (não reage) como os demais elementos.
É um gás monoatômico, incolor e inodoro.
O hélio tem o menor ponto de evaporação de todos os elementos químicos, e só pode ser solidificado sob pressões muito grandes.
É o segundo elemento químico em abundância no universo, atrás do hidrogênio, mas na atmosfera terrestre encontram-se apenas traços. Em alguns depósitos naturais de gás é encontrado em quantidade suficiente para a sua exploração.
O hélio é mais leve que o ar, isto é, a densidade do hélio é menor que a densidade do ar, diferenciando-se do hidrogênio por não ser inflamável, entretanto, apresenta poder ascensional 8% menor. Por este motivo, e por ser um gás inerte, é utilizado em dirigíveis e balões com fins recreativos, publicitários, mergulho, reconhecimento de terrenos, filmagens aéreas e para investigações das condições atmosféricas, e recentemente, não mais que 25 anos, para equipamentos de ressonância magnética.
As maiores reservas de Hélio encontram-se nos Estados Unidos.
Estas reservas são estratégicas e controladas pelo governo norte-americano.
O hélio líquido é armazenado a 4 K (-269 °C) de temperatura e no estado líquido devido ao grande incremento de pressão que se produz ao aquecer o gás a temperatura ambiente.
Quando aspirado, o hélio distorce a voz (343 m/s). Deve-se tomar cuidado ao fazer isso, o gás hélio pode provocar sufocamento por supressão de oxigênio.
O hélio foi descoberto pelo francês Pierre Janssen e pelo inglês Norman Lockyer e em 1895 Sir William Ramsay isolou o hélio descobrindo que não era metálico, entretanto o nome original foi conservado.
Bom estudo.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Valores de constantes e fatores de conversão úteis
Valores de constantes e fatores de conversão úteis
R = 8,3144 J.mol-1.K-1 = 1,9872 cal.mol-1.K-1 = 0,082 atm.L.mol-1.K-1
1 atm = 101.325 N.m-2
1 cal = 4,1858 J = 0,04131 atm.L
1 J = 0,239 cal = 9,869 x 10-3 atm.L
1 atm.L = 101,325 J = 24,207 cal
R = 8,3144 J.mol-1.K-1 = 1,9872 cal.mol-1.K-1 = 0,082 atm.L.mol-1.K-1
1 atm = 101.325 N.m-2
1 cal = 4,1858 J = 0,04131 atm.L
1 J = 0,239 cal = 9,869 x 10-3 atm.L
1 atm.L = 101,325 J = 24,207 cal
História da Termodinâmica
A temperatura é provavelmente o primeiro conceito termodinâmico. No final do século XVI, Galileu Galilei inventou um termômetro rudimentar, o termoscópio, ao qual se seguiram outros inventos com a mesma finalidade. O objetivo desses instrumentos era medir uma quantidade até então indefinida, mais objetiva na natureza do que as sensações fisiológicas de calor e frio. Na época, acreditava-se que a temperatura fosse uma potência motriz que provoca a transmissão de um certo eflúvio de um corpo quente para outro mais frio. Mas não se sabia explicar ainda o que era transmitido entre os corpos.
Francis Bacon, em 1620, e a Academia Florentina, alguns anos depois, começaram a fazer a distinção entre essa emanação e a temperatura. Somente em 1770, porém, o químico Joseph Black, da Universidade de Glasglow, diferenciou-as de maneira clara. Misturando massas iguais de líquidos a diferentes temperaturas, ele mostrou que a variação de temperatura em cada uma das substâncias misturadas não é igual em termos quantitativos.
Black fundou a ciência da calorimetria, que levou à enunciação da teoria segundo a qual o calor é um fluido invisível chamado calórico. Um objeto se aquecia quando recebia calórico e se esfriava quando o perdia. A primeira evidência de que essa substância não existia foi dada, no final do século XVIII, pelo conde Rumford (Benjamin Thompson). Demonstrou-se, posteriormente, que o que se troca entre corpos de temperaturas diferentes é a energia cinética de seus átomos e moléculas, energia também conhecida como térmica.
Em 1824, Sadi Carnot, um engenheiro militar francês, tornou-se o primeiro pesquisador a preocupar-se com as características básicas das máquinas térmicas e a estudar o problema de seu rendimento. A contribuição de Carnot à solução do problema, embora teórica, foi de importância fundamental, pois demonstrou as características realmente significativas do funcionamento das máquinas térmicas, ou seja: (1) que a máquina recebe de uma fonte qualquer certa quantidade de calor a temperatura elevada; (2) que ela executa um trabalho externo; e (3) que rejeita calor a temperatura mais baixa do que a correspondente ao calor recebido.
Apesar de fundamentar suas teorias na noção de que o calor é um fluido imponderável, o calórico, Carnot encontrou a expressão correta do rendimento máximo que se pode obter com uma máquina térmica qualquer, operando entre duas fontes de temperaturas diferentes. Na década de 1840, James Prescott Joule assentou as bases da primeira lei da termodinâmica ao mostrar que a quantidade de trabalho necessária para promover uma determinada mudança de estado é independente do tipo de trabalho (mecânico, elétrico, magnético etc.) realizado, do ritmo e do método empregado.
Joule concluiu que o trabalho pode ser convertido em calor e vice-versa. Em 1844, Julius Robert von Mayer deduziu a lei de equivalência do calor e do trabalho, segundo a qual, num ciclo produtor de trabalho, o calor introduzido deve exceder o calor rejeitado em uma quantidade proporcional ao trabalho e calculou o valor da constante de proporcionalidade.
Em 1849, Lord Kelvin (William Thomson), engenheiro de Glasgow, mostrou o conflito existente entre a base calórica dos argumentos de Carnot e as conclusões obtidas por Joule. No ano seguinte, Rudolf Julius Emanuel Clausius solucionou o problema ao enunciar a primeira e a segunda leis da termodinâmica. Alguns anos depois, Clausius definiu a função da entropia, que se conserva em todas as transformações reversíveis, e deduziu da segunda lei da termodinâmica o princípio do aumento da entropia.
A publicação dos estudos de Clausius em 1850 marca o nascimento da ciência termodinâmica. De 1873 a 1878, Josiah Gibbs criou um método matemático que serviu como base para a fundação da termodinâmica química e para diversas aplicações da termodinâmica clássica. No início do século XX, Henri Poincaré elaborou as equações matemáticas das leis de Clausius, e Constantin Carathéodory apresentou uma estrutura lógica alternativa das teorias termodinâmicas que evitava o termo calor, considerado obsoleto. Em 1918, o Prêmio Nobel Walther Nernst, enunciou o princípio de Nernst, que coincide essencialmente com a terceira lei da termodinâmica.
Francis Bacon, em 1620, e a Academia Florentina, alguns anos depois, começaram a fazer a distinção entre essa emanação e a temperatura. Somente em 1770, porém, o químico Joseph Black, da Universidade de Glasglow, diferenciou-as de maneira clara. Misturando massas iguais de líquidos a diferentes temperaturas, ele mostrou que a variação de temperatura em cada uma das substâncias misturadas não é igual em termos quantitativos.
Black fundou a ciência da calorimetria, que levou à enunciação da teoria segundo a qual o calor é um fluido invisível chamado calórico. Um objeto se aquecia quando recebia calórico e se esfriava quando o perdia. A primeira evidência de que essa substância não existia foi dada, no final do século XVIII, pelo conde Rumford (Benjamin Thompson). Demonstrou-se, posteriormente, que o que se troca entre corpos de temperaturas diferentes é a energia cinética de seus átomos e moléculas, energia também conhecida como térmica.
Em 1824, Sadi Carnot, um engenheiro militar francês, tornou-se o primeiro pesquisador a preocupar-se com as características básicas das máquinas térmicas e a estudar o problema de seu rendimento. A contribuição de Carnot à solução do problema, embora teórica, foi de importância fundamental, pois demonstrou as características realmente significativas do funcionamento das máquinas térmicas, ou seja: (1) que a máquina recebe de uma fonte qualquer certa quantidade de calor a temperatura elevada; (2) que ela executa um trabalho externo; e (3) que rejeita calor a temperatura mais baixa do que a correspondente ao calor recebido.
Apesar de fundamentar suas teorias na noção de que o calor é um fluido imponderável, o calórico, Carnot encontrou a expressão correta do rendimento máximo que se pode obter com uma máquina térmica qualquer, operando entre duas fontes de temperaturas diferentes. Na década de 1840, James Prescott Joule assentou as bases da primeira lei da termodinâmica ao mostrar que a quantidade de trabalho necessária para promover uma determinada mudança de estado é independente do tipo de trabalho (mecânico, elétrico, magnético etc.) realizado, do ritmo e do método empregado.
Joule concluiu que o trabalho pode ser convertido em calor e vice-versa. Em 1844, Julius Robert von Mayer deduziu a lei de equivalência do calor e do trabalho, segundo a qual, num ciclo produtor de trabalho, o calor introduzido deve exceder o calor rejeitado em uma quantidade proporcional ao trabalho e calculou o valor da constante de proporcionalidade.
Em 1849, Lord Kelvin (William Thomson), engenheiro de Glasgow, mostrou o conflito existente entre a base calórica dos argumentos de Carnot e as conclusões obtidas por Joule. No ano seguinte, Rudolf Julius Emanuel Clausius solucionou o problema ao enunciar a primeira e a segunda leis da termodinâmica. Alguns anos depois, Clausius definiu a função da entropia, que se conserva em todas as transformações reversíveis, e deduziu da segunda lei da termodinâmica o princípio do aumento da entropia.
A publicação dos estudos de Clausius em 1850 marca o nascimento da ciência termodinâmica. De 1873 a 1878, Josiah Gibbs criou um método matemático que serviu como base para a fundação da termodinâmica química e para diversas aplicações da termodinâmica clássica. No início do século XX, Henri Poincaré elaborou as equações matemáticas das leis de Clausius, e Constantin Carathéodory apresentou uma estrutura lógica alternativa das teorias termodinâmicas que evitava o termo calor, considerado obsoleto. Em 1918, o Prêmio Nobel Walther Nernst, enunciou o princípio de Nernst, que coincide essencialmente com a terceira lei da termodinâmica.
Temodinâmica
A descoberta de meios para utilização de fontes de energia diferentes da que os animais forneciam foi o que determinou a possibilidade da revolução industrial.
A energia pode se apresentar na natureza sob diversas formas, mas, exceto no caso da energia hidráulica e dos ventos, deve ser transformada em trabalho mecânico por meio de máquinas, para ser utilizada pelo homem. A termodinâmica nasceu justamente dessa necessidade, e foi o estudo de máquinas térmicas que desenvolveu seus princípios básicos.
Termodinâmica é o ramo da física que estuda as relações entre calor, temperatura, trabalho e energia. Abrange o comportamento geral dos sistemas físicos em condições de equilíbrio ou próximas dele. Qualquer sistema físico, seja ele capaz ou não de trocar energia e matéria com o ambiente, tenderá a atingir um estado de equilíbrio, que pode ser descrito pela especificação de suas propriedades, como pressão, temperatura ou composição química. Se as limitações externas são alteradas (por exemplo, se o sistema passa a poder se expandir), então essas propriedades se modificam. A termodinâmica tenta descrever matematicamente essas mudanças e prever as condições de equilíbrio do sistema
A energia pode se apresentar na natureza sob diversas formas, mas, exceto no caso da energia hidráulica e dos ventos, deve ser transformada em trabalho mecânico por meio de máquinas, para ser utilizada pelo homem. A termodinâmica nasceu justamente dessa necessidade, e foi o estudo de máquinas térmicas que desenvolveu seus princípios básicos.
Termodinâmica é o ramo da física que estuda as relações entre calor, temperatura, trabalho e energia. Abrange o comportamento geral dos sistemas físicos em condições de equilíbrio ou próximas dele. Qualquer sistema físico, seja ele capaz ou não de trocar energia e matéria com o ambiente, tenderá a atingir um estado de equilíbrio, que pode ser descrito pela especificação de suas propriedades, como pressão, temperatura ou composição química. Se as limitações externas são alteradas (por exemplo, se o sistema passa a poder se expandir), então essas propriedades se modificam. A termodinâmica tenta descrever matematicamente essas mudanças e prever as condições de equilíbrio do sistema
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