sábado, 21 de julho de 2018

RDC 166 - Validação de Métodos Analíticos

A constante evolução das normas já instituídas e a frequente criação de novas resoluções demandam da indústria, cada vez mais, investimento em treinamentos de qualificação, em equipamentos, reestruturação de áreas, construção civil, software e consultorias. É obvio afirmar que o custo com a regulação na indústria de medicamentos do Brasil reflete no preço final do produto farmacêutico ao consumidor. Mas, também, é fato inegável que a qualidade dos medicamentos está cada vez mais assegurada, garantindo inclusive à própria indústria que seus produtos sejam eficazes e sem risco à saúde pública. Este ano de 2018 já começou desafiante para a indústria, principalmente para quem atua no setor de Controle de Qualidade. A Resolução da Diretora Colegiada (RDC) da Anvisa de nº 166, vigente desde 24 de julho de 2017, entrou em vigor no último dia 19 de janeiro. A nova RDC 166 estabelece critérios para a avaliação (validação) de métodos analíticos empregados em insumos farmacêuticos, medicamentos e produtos biológicos em todas as suas fases de produção. A publicação dessa resolução trouxe informações e orientações técnicas mais claras e novas diretrizes sobre a forma de conduzir validações analíticas e com isso padronizou a forma de avaliação e o registro dos resultados analíticos. Apesar de a RDC 166 estar relacionada à validação de métodos analíticos, ela tem impactos diretos no processo produtivo. Ao pensar que a qualidade de um produto é dependente não somente do processo produtivo, mas também da metodologia utilizada para sua avaliação, fica fácil entender que métodos mais robustos e bem validados garantem resultados mais precisos na segurança do produto fabricado e comercializado. Os desafios da Indústria frente à RDC 166 A nova resolução vem com mudanças importantes e mais alinhadas com os guias internacionais. Embora a legislação seja detalhada e clara, pesa frente às exigências a falta de preparo do corpo técnico das empresas. Um maior desafio nessa fase inicial de implementação da RDC é a reestruturação dos procedimentos internos e a capacitação do corpo técnico. A nova resolução exige profissionais com maior senso crítico e com competência estatística para lidar com os dados gerados durante a validação. Teixeira complementa afirmando que “as novas diretrizes impactam diretamente o custo e o prazo no setor produtivo. Custo principalmente relacionado ao gasto de padrões, investimento em qualificação de profissionais estatísticos, entre outros”. As principais observações que merecem a atenção da indústria em relação à RDC 166: 1. De acordo com a Anvisa, em relação aos parâmetros da validação – seletividade, linearidade, intervalo, exatidão, precisão, limites de detecção e quantificação, robustez – já estabelecidos na Resolução anterior, a nova RDC detalha como devem ser demonstrados, além de prever o efeito matriz para matrizes complexas; 2. Pela norma, a utilização de abordagem alternativa deve ser tecnicamente justificada baseada em referências científicas reconhecidas. Será admitida, por exemplo, a utilização de abordagens alternativas para a validação de métodos analíticos aplicados aos produtos biológicos, como ensaios biológicos e imunológicos; 3. Estão excluídos desta Resolução os métodos microbiológicos, para os quais deve ser apresentada justificativa técnica para a abordagem escolhida, baseada na Farmacopeia Brasileira ou em outros compêndios oficiais reconhecidos pela Anvisa; 4. Todos os dados relevantes obtidos durante a condução da validação analítica, bem como as fórmulas utilizadas para cálculo, devem ser protocolados, juntamente com a petição de interesse, para avaliação da Anvisa; 5. O não atendimento a qualquer critério disposto na Resolução deve ser tecnicamente justificado e será objeto de análise pela Anvisa; 6. De acordo com o artigo 69 da RDC 166, o descumprimento das disposições contidas nesta Resolução constitui infração sanitária, nos termos da Lei nº 6.437, de 20 de agosto de 1977, sem prejuízo das responsabilidades civil e penal cabíveis; 7. Para os interessados em se desenvolver na estatística aplicada a validação de métodos analíticos, existem vários portais na internet dedicados ao assunto. Com a nova legislação muitos cursos estão disponíveis para capacitação do profissional que trabalha nessa área. 8. Esta resolução e os guias a ela relacionados estão disponíveis no site da Anvisa http://portal.anvisa.gov.br/

domingo, 3 de junho de 2018

Flúor / Fluorine / F2

Do latim Fleure, fluxo. Seus compostos foram conhecidos dos alquimistas, mas somente foi isolado por Henri Moissan em 1886 na França pela eletrólise do ácido fluorídrico anidro. É um gás amarelo pálido, muito tóxico, de odor irritante e perceptível em concentrações de 20 ppb. É o mais reativo de todos os elementos e ataca rapidamente todos os metais e o vidro formando fluoreto de silício (SiF4) Reage com o oxigênio e inclusive com gases nobres, como o Xenônio, formando fluoretos (XeF4). CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS Em CNTP, o flúor é um gás corrosivo de coloração amarelo-pálido, fortemente oxidante. É o elemento mais eletronegativo e o mais reativo dos ametais e forma compostos com praticamente todos os demais elementos, incluindo os gases nobres xenônio e radônio. Inclusive em ausência de luz e baixas temperaturas reage explosivamente com o hidrogênio. Jatos de flúor no estado gasoso atacam o vidro, metais, água e outras substâncias, que reagem formando uma chama brilhante. O flúor sempre se encontra combinado na natureza e tem afinidade por muitos elementos, especialmente o silício, não podendo ser guardado em recipientes de vidro. Em solução aquosa de seus sais, o flúor apresenta-se normalmente na forma de íons fluoretos, F-. Outras formas são complexos de flúor como o [FeF4]-, ou o H2F+. Os fluoretos são compostos nas quais os ions fluoretos estão ligados a algum resto químico de carga positiva. O flúor é um elemento químico essencial para o ser humano. Pode ser formado em uma mistura em até 20% de F2 em N2 em uma pressão final de 155 barg @ 21 °C. Prof. Eng. Sálvio Filgueiras

O gás Xe ( xenônio , xenon )

O nome deriva do Grego Xenos que significa estrangeiro. Foi descoberto em 1898 por Sir William Ramsay e M.W. Travers a partir da destilação fracionada do ar líquido. A fração do ar líquido contendo o Xenônio foi identificada espectroscopicamente. É um gás incolor e inodoro, mais denso que todos os outros elementos gasosos. Encontra-se no ar na concentração de 0.08 ppm. Apesar de ser um gás nobre, ele reage com o Flúor e Oxigênio formando fluoretos como o XeF4 e compostos oxigenados como o XeO3 e XeO4, que se dissolve em soluções de NaOH formando perxenato de sódio (Na4XeO6), que é um sal relativamente estável. CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS O xenônio é um elemento membro do grupo dos gases nobres ou inertes. A palavra inerte já não é mais usada para descrever este grupo químico, dado que alguns elementos deste grupo formam compostos. Num tubo cheio de gás, o xenônio emite um bonito brilho azul quando excitado com uma descarga elétrica. O xenônio também pode formar solvatos com água, quando seus átomos ficam aprisionados na rede de moléculas de água. APLICAÇÕES O uso principal e mais famoso deste gás é na fabricação de dispositivos emissores de luz, tais como lâmpadas bactericidas, tubos eletrônicos, lâmpadas estroboscópicas e flashes fotográficos, assim como em lâmpadas para excitar laser de rubi que geram luz coerente. Outros usos são: • Como anestésico em anestesia geral. • Em instalações nucleares, em câmaras de bolha, sondas, e em outras áreas onde o seu alto peso molecular é desejável. • Os perxenatos são usados como agentes oxidantes em química analítica. • O isótopo Xe-133 se usa como radioisótopo na Cintigrafia de Ventilação do Pulmão na medicina nuclear. • Na propulsão de foguetes espaciais, a propulsão iônica, que usa aceleradores de partículas para acelerar íons de xenônio. Em inglês, este sistema se chama XIP (Xenon Ion Propulsion). ABUNDÂNCIA E OBTENÇÃO Encontram-se traços de xenônio na atmosfera terrestre, aparecendo em uma parte por vinte milhões. O elemento é obtido comercialmente por extração dos resíduos do ar líquido. Este gás nobre é encontrado naturalmente nos gases emitidos por alguns mananciais naturais. Os isótopos Xe-133 e Xe-135 são sintetizados mediante irradiação de neutrons em reatores nucleares refrigerados a ar. PRECAUÇÕES O gás pode ser armazenado com segurança em recipientes convencionais de vidro selados a temperatura e pressão ambiente. Ou pressurizados em cilindros de aço carbono com pressões até 200 barg. O xenônio não é tóxico, considerado como asfixiante simples, porém vários de seus compostos são altamente tóxicos devido as suas fortes propriedades de oxidação. Prof. Eng. Sálvio Filgueiras

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Analisador de Oxigênio - Célula eletrolítica

Célula eletrolítica Se denomina célula eletrolítica o dispositivo usado para a decomposição mediante a corrente elétrica de corpos ionizados denominados eletrólitos, ou seja, transforma energia elétrica em energia química. Os eletrólitos podem ser ácidos, bases ou sais. O processo de dissociação ou decomposição realizado na célula eletrolítica e é chamado de eletrólise. Na eletrólise se pode distinguir três fases: • Ionização - É a fase antes da aplicação da corrente elétrica. Para a eletrólise é necessário que o material esteja na forma de íons, obtendo-se isto por dissolução ou fusão do material. • Orientação – Nesta fase, uma vez aplicada a corrente os íons se dirigem, segundo suas cargas elétricas, até os pólos positivos ( + ) e negativos ( - ) correspondentes. • Descarga – Os íons negativos ou ânions cedem elétrons ao anodo (+) e os íons positivos ou cátions tomam elétrons do catodo (-). Para que os íons tenham bastante mobilidade a eletrólise só deve ocorrer em dissoluções ou em sais fundidos. Salvo em contatos, casos como a síntese direta do hipoclorito de sódio, os eletrodos são separados por um diafragma para evitar a reação dos produtos formados. Para a síntese da soda também se tem empregado um catodo de mercúrio. Este dissolve o sódio metálico na forma de amálgama e é separado desta maneira. A célula é um dispositivo formado por dois eletrodos: A (ânodo) e C (cátions), submergidos num líquido contido de íons livres, como o M+ e X-.

Analisador de O2 (oxigênio) Célula de Zircônio

Analisador de Oxigênio por Célula Galvânica - Óxido de Zircônio Mede de 0,1 ppm a 100% O analisador de oxigênio por zircônio é adequado para monitorar e controlar qualquer fluxo ou atmosfera de gás variável que estejam limpos e secos. Utilizações típicas incluem a alimentação de ar enriquecido com oxigênio em fornos, índice de combustão da combinação de gases combustíveis e do teor de oxigênio para indústria medicinal e de alimentos. O analisador de oxigênio por zircônio mede oxigênio de 0,1 ppm a 100% e em atmosferas; a medição do sensor indica a quantidade de. O instrumento fornece resposta rápida menos de um segundo. Além disso, a exatidão da medição aumenta em concentrações baixas de oxigênio. A operação do sensor deste analisador é extremamente estável. Quando são necessárias verificações de calibração, uma calibração de um ponto é suficiente para a faixa total de medição de oxigênio (de ppm a %). • Mede oxigênio de 0,1 ppm a 100% em gases. • A exatidão aumenta em concentrações baixas de oxigênio • Resposta rápida: 1 segundo

Misturas de Gases Especiais

Misturas Gasosas Especiais Existe um número praticamente infinito de possibilidades de confecção de misturas e aplicações das mesmas. As misturas são preparadas a partir de gases com pureza conhecida (porcentagem, partes por milhão e partes por trilhão). Sempre na base molar; %mol/mol; µmol/mol (micromol/mol) conhecido com ppm e; ƞmol/mol (nano mol/mol) conhecido como ppt respectivamente. Diversas técnicas de fabricação são empregadas e depende de suas aplicações. A fabricação pode utilizar métodos de pressão parcial ou métodos gravimétricos. Para a preparação de tais misturas é necessário conhecer alguns aspectos: • Aplicação (para que e como será utilizada, tipo de equipamento, etc.); • Reatividade dos componentes; • Tolerância requerida pelo cliente; • Necessidade do cliente (Volume e pressão, tamanhos de cilindros). Apesar do número infinito de misturas que podem ser produzidas, há algumas limitações a serem consideradas: • Componentes que reagem quimicamente entre si, não podem ser misturados; • Misturas de combustível com comburente somente serão confeccionadas com no máximo 80% do limite inferior de explosividade do componente combustível; • As misturas gasosas são monofásicas. Para evitar riscos de liquefação, as pressões parciais dos gases liquefeitos são limitadas a 70% da pressão de vapor destes componentes; • As misturas liquidas devem respeitar alguns critérios para evitar a sua qualidade. • Para gases reativos foram estabelecidos limites mínimos para a confecção (sob consulta). Estes limites estão sendo continuamente revistos em função de avanços tecnológicos, o que possibilita a fabricação de misturas com concentrações cada vez mais baixas; • A estabilidade da mistura é função de diversas variáveis, tais como componentes e concentrações, tipo de material de construção dos cilindros, etc. Portanto, o prazo de validade de cada mistura é individualizado. As concentrações dos componentes das misturas são expressas em porcentagem, parte por milhão molar ou parte por trilhão molar, o que equivale a %, ppm em volume ou ppb em volume. Com relação a pintura dos cilindros contendo gases puros e misturas especiais, estas variam de acordo com o conteúdo do cilindro. Para as misturas de gases especiais, o cilindro é bege. No caso dos gases puros, o corpo do cilindro pode ser ou na mesma cor da calota ou bege. A calota do cilindro sempre será na cor do respectivo gás, atendendo à norma ABNT 12176/1994.

Embalagem de Atmosfera Modificada CO2 + O2 + N2 ( EAM)

Há um grande questionamento sobre como poder aumentar shelf life dos produtos alimentícios. Bem, este Blog é 100% técnico, não temos interesse em discussões comerciais, estão lá vamos nós e tentando ser o mais acadêmico possível. Alguns termos utilizado aqui são de uso acadêmico e por vezes de uso na pratica nas indústrias de gases, tais como a GTI Brasil Gases Ltda. Um cilindro de aço carbono ou de alumínio comprimido com uma pressão em até 200 barg com 50 % CO2 + 16% O2 em N2 balanço (quantidade suficiente para 100%) e por vezes com 50 % CO2 + N2 bal Uma empresa de Tapioca adotou as concentrações acima pois utiliza o sorbato de potássio, que é um sal de potássio do ácido sórbico sendo um conservante fungicida e bactericida, inibidor de crescimento de bolores e leveduras, amplamente utilizado na alimentação como conservante. Alguns testes em SP realizados com uma mistura 50/50 CO2/N2 e aumentou o shelf life em até 15 dias. O mesmo raciocínio é valido para as embalagens com lanches (carne branca, vermelha, peixe, tomate, alface, queijo etc). A pressurização desta mistura nas embalagens aumenta a vida útil destes alimentos nas prateleiras. Descrição da mistura A embalagem em atmosfera modificada é um método de conservação de alimentos que proporciona aumento da sua validade comercial. Diminui perdas com sua deterioração e facilita a comercialização dos diferentes produtos. Realizou-se uma revisão de literatura sobre tecnologia da embalagem em atmosfera modificada, analisando os seus efeitos sobre os micro-organismos, os riscos associados à sua utilização em alimentos e as misturas gasosas mais utilizadas nos diferentes produtos alimentícios. O efeito bacteriostático da embalagem em atmosfera modificada deve-se à ação do CO2, que aumenta a fase de adaptação e diminui a taxa de crescimento microbiano. A mistura ideal dos gases vai depender de vários fatores como; o tipo de alimento, a microbiota presente e o principal mecanismo de deterioração do alimento. Alimentos que não respiram, como carnes e derivados, devem ser embalados com filmes de baixa permeabilidade aos gases, enquanto aqueles que respiram, como frutas e vegetais, devem ser embalados com filmes que possibilitem a troca gasosa. A embalagem em atmosfera modificada (EAM) consiste na substituição do ar, no interior da embalagem, por uma mistura de gases como oxigênio (O2), dióxido de carbono (CO2) e nitrogênio (N2) ao redor do produto. O aumento do prazo comercial deste método de conservação de alimentos deve-se ao efeito inibitório do CO2 sobre os diferentes tipos microbianos e à redução ou remoção do O2 do interior da embalagem. A estratégia da embalagem sob atmosfera modificada é retardar o crescimento dos micro-organismos patogênicos e deteriorantes presentes, a partir da diminuição da concentração de O2 e da aplicação de níveis elevados de CO2, que possui efeito inibidor do crescimento bacteriano. A modificação da atmosfera no interior da embalagem é determinada pela interação de três processos: respiração do produto, difusão do gás através do produto e permeabilidade do filme aos gases. A difusão do gás é afetada pela temperatura, massa e volume do alimento, taxa de respiração e pela permeabilidade da membrana. A embalagem a vácuo é a primeira forma de EAM desenvolvida comercialmente, sendo empregada amplamente para produtos como cortes de carnes vermelhas frescas, curadas, queijos duros e café moído. Aumentos significativos no prazo comercial de produtos frescos e curados, obtidos com o uso da EAM, têm reduzido perdas por deterioração precoce e gerado aumento da distribuição de produtos de alta qualidade. Misturas gasosas são usadas com CO2, N2 e O2, em uma variedade de combinações, podendo ser com alta concentração de O2 (80%) ou baixa (16%), nas quais o N2 é usado como um gás de enchimento combinado com uma determinada proporção de CO2 que inibe os micro-organismos. Estes sistemas usam filmes de embalagem com barreira ao O2 e quase sempre essas embalagens são mantidas durante a estocagem e distribuição a 4 °C. . . . . . Boa leitura e a mente é infinita! Atenciosamente; Eng. Sálvio Filgueiras GTI Brasil Gases Ltda +55.011.9.5772.9062 +55.012.4101.7992 Rua Expedicionário Renato Nascimento, 420 - Distrito Industrial UNA 1 CEP 12.071-450 - Taubaté São Paulo - Antiga Rua N, 420

Gás VX

O Etil S-2-diisopropilaminoetilmetilfosfonotiolato, ou simplesmente VX é 300 vezes mais forte que o fosgênio. É letal a 10 mg/min/m³ no ar ou 0,3 mg por via oral. O "V" de VX significa longa persistência. Por isso, é mais perigosa e tóxica do que seus primos da variedade "G" como GA (Tabun) e GB (Sarin), que dissipam rapidamente e têm apenas efeitos de curto prazo. Na forma líquida do VX, é absorvida através dos olhos ou da pele da vítima. Ele toma uma ou duas horas para entrar em vigor e os seus efeitos resultam em morte. A forma gasosa, é mais mortífera do que a forma líquida e atua quase imediatamente na vítima. Os efeitos são piores quando ela é inalada e a morte é um fim ao sofrimento.

Gases Tóxicos, Gases Asfixiantes e Asfixiantes Simples

Os gases tóxicos podem ser classificados, segundo seus efeitos em irritantes; Asfixiantes simples e asfixiantes químicos. Os gases irritantes são substâncias de ação local que agridem o aparelho respiratório superior e os olhos. Podendo levar à inflamação dos tecidos e com risco de infecção secundária. São percebidos pelos seres humanos homem em baixas concentrações (vide NR 15 anexo 12). Eles podem produzir efeitos irritantes no trato respiratório superior e inferior. Porem o risco principal e a localização primária dos sintomas dependem grandemente da sua solubilidade em água e da concentração à qual os indivíduos se expõem. Assim os gases irritantes são divididos em dois grupos principais, baseado na sua solubilidade em água: Gases altamente solúveis; como amônia (NH3) e cloro (Cl2), que são bem adsorvidos pelo trato respiratório superior e rapidamente produzem efeitos nas membranas mucosas dos olhos, nariz e garganta. Gases menos solúveis, como fosgênio e dióxido de nitrogênio, são lentamente adsorvidos pelo trato respiratório superior e podem atingir o trato respiratório inferior, onde sua toxicidade será exercida. De uma forma geral a exposição é via inalatória. Os efeitos tóxicos sumarizados a seguir dependendo do grupo químico: Em caso de inalação podem aparecer cefaleia, conjuntivite, rinite, faringite, laringite, secura e insensibilidade nasal, hemorragia, edema de glote, edema laríngeo, pneumonite, bronquite. Podem ocorrer taquipneia, sibilos, tosse, infiltrado pulmonar e síndrome disfuncional reativa das vias aéreas. A exposição cutânea pode causar eritema e queimadura. Os asfixiantes são classificados, de acordo com o seu mecanismo de ação tóxica em: Asfixiantes Simples: São gases inertes, porém, quando em altas concentrações em ambientes confinados, reduzem a disponibilidade do oxigênio, onde ocorre o seu deslocamento estequiométrico em função do acumulo de outros gases e uma fração de 100%. Desta forma a substância ocupa o espaço do oxigênio na árvore brônquica. Ex.: nitrogênio, hélio, argônio, dióxido de carbono (CO2), metano, butano, propano e diversos gases liquefeitos do petróleo (GLP). Alguns gases aqui listados são asfixiantes simples e também são gases inflamáveis. Os gases inflamáveis em função de sua faixa poderá entrar na zona de explosividade, portanto o estudo de gases vai além deste texto hora aqui descrito. Asfixiantes Químicos: são substâncias que impedem a utilização bioquímica do oxigênio (O2). Atuam no transporte de oxigênio pela hemoglobina (Hb) e impedem o uso tecidual do oxigênio. Ex.: monóxido de carbono e substâncias metahemoglobinizantes, cianeto e gás sulfídrico (H2S) conhecido também como sulfeto de hdrogênio. Todo cuidado no trato com gases. Em sua grande maioria não ocorre a presença de odores e de cores. A GTI Brasil disponibiliza analisadores e sensores de presença. Faça uma consulta e bons estudos. Sálvio Filgueiras Formado em Matemática, Bacharel Química, Engenharia Química, Engenharia de Segurança do Trabalho Com 2 MBAs Mestrado em Gases Isolantes - Hexafluoreto de Enxofre

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Analisador de Gases Medicinais Paramagnético

De acordo com a RDC 167 de Julho de 2017, o oxigênio deverá ser controlado e analisado com um analisador de oxigênio pelo método conhecido como PARAMAGNÉTICO consulte a GTI e saiba mais.

Gases Medicinais

Os gases medicinais são medicamentos. A manipulação, comercialização e o seu envase deverá ser feito conforme a legislação em vigor. A não observância deste ponto poderá acarretar multa e até mesmo detenção. Solicite um contato com a www.gtigases.com.br e saiba mais.

C3F8 perfluoropropano E SF6 hexafluoreto de enxofre Você só encontra na Una Prime Gases Especiais. Em diversos tipo de embalagens. Faça no...